02.16.09
De volta ao caos aéreo
Depois de muito se discutir sobre o Caos Aéreo com os acidentes ocorridos com as companhias Gol e Tam, será que alguma coisa mudou ou apenas os acidentes e problemas envolvidos foram esquecidos?
A revista Época traz uma reportagem sobre o assunto.
Em um post passado cheguei a comentar sobre a aparente capacidade do brasileiro esquecer de tudo. Aliás, quando a mídia parece perceber que um assunto já não atrai tantos leitores, ouvintes ou telespectadores, ela simplesmente para de noticiar, e a população acompanha este movimento. Até que alguma coisa que chame a atenção de volta apareça.
02.14.09
Imagem Brasileira
Post rápido para algumas observações.
Depois de muito se discutir a respeito do caso Cesare Battisti, as relações bilaterais entre Itália e Brasil com certeza sofreram atritos. A decisão brasileira de conceder asilo político ao ex-ativista condenado à prisão perpétua em território italiano rendeu sentimento de revolta não somente por parte do governo da Itália, mas da população em si, chegando até mesmo a interferir nos assuntos discutidos pela União Européia.
Com a imagem já prejudicada lá fora pela decisão até agora defendida como soberana pelo Brasil, agora surge o caso da brasileira que, segundo sua própria versão, foi agredida na Suíça por neo-nazistas, resultando em um aborto dos gêmeos que aguardava enquanto grávida. A polícia suíça desmente o caso e diz que foi, simplesmente, auto-flagelação.
A questão que liga os dois casos citados e que é o que estou querendo destacar nesse post é a imagem brasileira no exterior. Em uma notícia no G1 de hoje,* demonstra-se o que tem sido divulgado sobre a reação do Brasil, tanto em termos de imprensa quanto do governo ao tratar o suposto caso de agressão xenofóbica na Suíça. Da mesma forma, na Itália a imagem brasileira sofreu grandes impactos e foi alvo críticas pela postura adotada em questões como estas, que envolvem Direitos Humanos, Xenofobia e Política Externa.
Pergunto-me, depois de refletir: será que, em casos como esse (que não são dois dos mais complicados externamente falando), não se está começando a distanciar cada vez mais do tão prezado diálogo e soluções diplomáticas, apesar dos aparentes esforços? E outra questão: será que o Brasil está sabendo lidar e está preparando para, futuramente, conseguir trabalhar com questões similares que, em algum ponto, referem-se a suas relações exteriores?
Casos como estes exigem bastante atenção e envolvem vários outros questionamentos, porém, para efeito deste post resolvi voltá-los para este assunto.
* Outra notícia abordando o assunto.